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#euprotejo: Coren-ES participa de caminhada pelo fim do abuso sexual de crianças e adolescentes, em Vitória


20.05.2018

O presidente do Coren-ES, Wladimilson Gama Almeida, a conselheira Patrícia Hulle e vários enfermeiros participaram da caminhada de hoje (20/5), na orla de Camburi, em Vitória, pelo fim do abuso sexual de crianças e adolescentes. Patrícia integra o Fórum Araceli, que lançou a campanha “Eu protejo”. O Coren-ES também abraçou essa causa.

Há 45 anos, a menina Araceli Cabrera Sanches Crespo, 8 anos, foi assassinada em Vitória, num dos mais brutais crimes contra criança da história do Brasil. O corpo, desfigurado e com marcas de tortura e abuso sexual, foi encontrado quase uma semana depois. Informações da imprensa revelam que foi utilizado ácido no rosto da criança para dificultar a identificação. A data de sua morte, 18 de maio de 1973, tornou-se o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, através de lei federal sancionada em 2000.

Apesar de notáveis avanços científicos e tecnológicos, ainda convivemos com graves episódios de violação de direitos de crianças e adolescentes. Segundo pesquisa do IPEA, dos casos de violência sexual registrados no Brasil 70% ocorrem em crianças e adolescentes.

Em Vitória existe o Fórum de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, um movimento de mobilização e articulação em rede, também conhecido como Fórum Araceli, que reúne ONGs, Igrejas, profissionais de saúde, da assistência social, dos direitos humanos, guarda municipal, entre outros.

A enfermeira Patrícia Hulle, conselheira do Coren-ES, é integrante do fórum e ativista desse movimento há vários anos. Ela, inclusive, chama a atenção para o papel da Enfermagem nessa luta.

“Considerando que muitos casos são levados ao atendimento na rede pública de saúde ou a serviços hospitalares de emergência, e são atendidos pela equipe de enfermagem. Portanto, é preciso que a equipe estaja preparada, tanto tecnicamente como emocionalmente, para cuidar dessa criança e da família que a acompanha”, ressaltou.

Nesse sentido, a diretoria do Coren-ES acolheu a proposta de parceira levada pela conselheira Patrícia, com o objetivo de contribuir com a preparação dos profissionais de enfermagem que normalmente estão na porta de entrada dos serviços de saúde.

“Queremos chamar a atenção de todos para que, além do cuidado técnico, há o cuidado subjetivo, que envolve a singularidade, a individualidade de cada criança e a forma como ela expressa seus sentimentos e emoções”. explicou a conselheira.

O presidente do Coren-ES, Wladimilson Gama Almeida, se mostrou determinado a contribuir com a causa. “A Enfermagem realmente tem um papel de extrema importância no combate à violência. Nós recebemos essas vítimas logo que chegam aos serviços de saúde. Sem dúvida o Conselho vai definir ações e abraçar esse desafio”, frisou Wladimilson.

Ao coletar a história e cuidar de uma criança vítima de violência sexual o atendimento humanizado e multidisciplinar deve ser norteador na atenção da equipe de saúde que envolve, além do cuidado com o físico, tão doloroso, as necessidades de cuidado com o seu sofrimento emocional, que se relaciona com o contexto em que essa violência aconteceu e com todos os símbolos e significações que o acontecimento tem para ela.

A prevenção e a denúncia também são atitudes que devem priorizadas pela sociedade como um todo. Vários casos de violência sexual infantil não são denunciados e muitas crianças sofrem caladas. Crimes que se perpetuam ao longo da vida desta criança, interferindo negativamente no seu pleno crescimento e desenvolvimento.

 

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